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Carta de Paulo aos Romanos, Capítulo 12 “Irmãos, assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia exerça-o conforme a fé. Aquele que é chamado ao ministério dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos.”
PS – Terei curtas férias. Uma ou duas semanas só. Enquanto não volto, continue a leitura disto aqui.
Afogou-se escolhendo para qual ilha nadaria.
“Todo elogio é uma tentativa de suborno” (Osho).
Em face das distâncias e falta de pista para pedestres, para se viver em Brasília é preciso carro e coragem.
Faço adrede e amiúde os palíndromos. Trocadilhos quando surgem, faço mas não corro atrás, é bom não esquecer que Nosso Senhor Jesus Cristo também lançou mão do trocadilho ao dizer que Pedro seria a pedra onde Ele basearia a Igreja, o que fez o Barão de Itararé dizer que era um seguidor do Nazareno pois também era trocadilhista. São divertidos os dois casos – trocadilho e palíndromo – porque só em português fazem sentido e eu adoro nossa língua. Os palíndromos são uma espécie de engenharia prosódica ou arquitetura léxica como preferirem. Com esse exercício há um contato com a língua que a mera mecânica prosaica da escrita não nos dá. Quase não nos relacionamos de verdade com o nosso idioma, o utilizamos meramente para exprimir nossas idéias e nesta hora o importante são as idéias e não o idioma, que vira simples instrumento. Eu, que sou meio zen, adoro os instrumentos em si além de adorar o que eles nos dão. Meu violão é para mim tão precioso quanto a música que tiro dele. A língua é esse tal instrumento quando escrevemos. É fundamental assinalar que ninguém “faz” um palíndromo, este é sim, “descoberto”. Qualquer um que fuçar vai descobrir que uma palavra de trás pra frente é a mesma, que uma palavra juntada à outra forma uma frase que lida de trás pra frente é a mesma, etc. Há um livro em português de palíndromos, não conheço nem quero conhecer tal livro porque me atrapalharia em descobrir os meus, isto é, se alguém já viu tal livro e encontrar algum palíndromo igual aqui não significa nada, não é difícil chegar ao mesmo palíndromo, basta testar a mesma palavra. “Luz azul”, por exemplo é um dos primeiros palíndromos que se chega, quem quer que se dedique à coisa. Ao exercer a palindromia você tem que mergulhar realmente fundo no desenho das palavras e no sentido das frases, decompondo cada sílaba, não basta ser lido de trás para frente, tem que fazer algum sentido, então, há ali idéia e idioma presentes e unidos como se fossem um só. Gosto de expressões artísticas que imponham regras rígidas, coisas que a arte moderna nos roubou matando a rima entre outros crimes. Com isto perdeu-se também a importância que a palavra já teve. O idioma se tornou um instrumento descartável. Que importa em o idioma se ao soneto não é necessário rimas mesmo?! Assim para fazer poesia hoje, é só escrever frases a esmo e não ir até o fim da linha. Mole, mole!! Para terminar, eis um palíndromo que surgiu ao escrever este texto: “AMO IDIOMA”.
Amar o próximo como a si mesmo funciona melhor quando nos amamos corretamente. Daí, minha frase do sujeito com baixa auto-estima “se eu for amar o outro como a mim mesmo, tá todo mundo é lascado”. Normalmente nós nos perdoamos com uma generosidade que não usamos para perdoar o nosso semelhante. Porém quando temos o horrível costume de nos punir, corre-se o risco de querer fazer o mesmo com aqueles a quem amamos. Não punamos jamais ninguém, nem a nós nem ao outro. Perdoemos sempre, a nós e ao outro. Amar a nós mesmos desta forma é um modo de melhor amar o outro. Não temos direito de punir nem a nós mesmos. Perdoemos sempre.
- O keyneseano é um marxista holístico. - O agnóstico é um ateu holístico. - O bissexual é um viado holístico - O stalinista é trotskista um holístico - O blogueiro é um palpiteiro holístico. - O advogado é um despachante holístico. - O arquiteto é um decorador de interiores holístico. - A ONU é uma ONG holística. - O maiô é um biquíni holístico. - A interdisciplinaridade é uma bagunça holística. - O cowboy é um vaqueiro holístico. - O holismo é uma heresia holística.
*Texto relacionado a “Abaixo o Holismo”
Ele é o ser Que mente Para viver.
Tive que ir a um sindicato com um requerimento que dizia que o tal sindicato não descontasse cinqüenta reais de minha conta. Isto é, eu estava defendendo meu direito à alienação. Seria como, em todas as eleições, ter que ir às urnas dizer que não quero votar. Não se pode mais ser alienado em paz! Vivemos em um mundo que até inação é presunção de engajamento, não se admite alguém que “queira” ser alienado. Só acreditam em sua alienação se você gritá-la aos berros. Vou criar a SAI – Sindicato dos Alienados Indignados. Nosso lema “não basta ser alienado, tem que participar”.
Quem tem a mente suja tem odor de cabeça.
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