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Matar um porco é serviço feio. Enfia-se uma faca fina, afiada e pontuda no flanco do animal e o deixa sangrando e gritando até morrer. Já uma costela de porco assada é uma maravilha. Alguém tem que matar o porco. O porco tem que morrer. Só assim alguém comerá costela de porco assada. Não há nada demais em se matar um porco, Deus nos autorizou, veja lá no Gênesis (“submetam a terra e dominem todos os seres vivos”, disse Ele ao primeiro casal). Além disto, dor não é sofrimento, um animal, que faz parte da cadeia alimentar do outro, no papel de alimento, submete-se a essa lei da natureza e pronto. Desobedecer a Deus é coisa dos animais humanos, os outros não têm escolha (ou não lhes ocorre desobedecer porque não comeram da árvore da ciência como nós o fizemos). A lei de Deus é a lei do mais forte mesmo. Enfim, uma onça quando quer comer ela vai caçar, o viado corre (é o papel dele participar do balé), mas vence o mais rápido e a onça, se for mais rápida, comerá o viado (no sentido gastronômico). O ser humano das últimas décadas, porém, se aviadou. A maioria de nós cresceu vendo a mãe matando galinhas no domingo. Hoje tem menino que jamais viu uma galinha viva. Já vi pais dizendo que não suportam ver alguém matando uma galinha. É muita frescura, como se não fosse o único responsável pela morte do bicho. Se não quer que alguém pegue uma faca afiada e esfole um porco, não coma carne de porco. Simples assim. Não finja que não é culpado. Quem acha que porco também é gente e costuma comer lingüiça, não duvide, é, além de canibal, O mandante de um assassinato. Não importa quem fez o serviço sujo, quem ficou feliz também é responsável. Assumamos que se existe um tal serviço e é necessário, então não é sujo nem é um mal.
Link relacionais – A dor e o sofrimento, O vegetariano e Digo-vos 108.
Todo homem é mais careca do que pensa. Toda mulher é mais bonita do que pensa.
É tanta gente me pedindo esmola que vou ter que arranjar um empreguinho melhor.
Nossa capacidade de amar deveria ser do tamanho da nossa capacidade de perdoar. Geralmente a primeira é bem maior do que a segunda. Por isto, sofremos. Se você ama, trate de trazer sua capacidade de perdoar para o mesmo nível de seu amor. Sem perdão, amor é egoísmo. Além disto, o perdão é o remédio para muitas das dores do amor.
Não conheço quem diga que não goste de língua. Pode até não gostar, mas todo mundo diz que adora língua. A língua venha ela de onde vier. Língua portuguesa, língua inglesa, língua espanhola, línguas nacionais e estrangeiras são todas ótimas. O sabor da língua de quem se gosta também é ótimo. A língua de uma pessoa, como se sabe, é cheia de germes, bactérias e, quiçá, fungos. Pois bem, de repente, você se pega desejando ardentemente sorver, como quem chupa um sorvete, aqueles germes, aquelas bactérias. E língua cozida? Língua de boi, já comeram? Experimenta! Experimenta! Com farinha de puba e uma pimentinha malagueta, putz, fica ótimo!
Fico pensando na cara da “galera” se um trio elétrico daqueles depois da dança do boneco doido tocasse em seguida “homenagem a um menestrel” de Elomar Figueira Melo. Cá pra mim tenho certeza que iam adorar. No dia seguinte iriam atrás de algum disco de Elomar.
Não há ninguém mais politizado do que um homem-bomba. Não existe homem-bomba alienado. O homem politizado é o câncer da humanidade. Vive de odiar alguém e de pilhar o Estado. É um mistura de senhor da guerra com saúva, travestido de pacifista e ecologista. Temos que nos juntar, todos nós alienados que detestamos política, fundar um partido a fim de desmascarar e enxotar da vida pública esses sujeitos politizados que tanto mal causam à humanidade. Não vejo outra saída. Podemos fundar o PARE – Partido Alienado Radical Estranho.
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Eterna e desnecessária procura Só na prisão da bem-aventurança Sujeito aos mil elos da ventura Que são os grilhões da esperança.
No Brasil quanto mais alto o QI, mais idiota o sujeito é. Por aqui quem tem QI alto não costuma estudar. Felizes os brasileiros sem QI, deles será o conhecimento.
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