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“São Paulo”. Foi o que o Bussunda respondeu quando lhe perguntaram qual o lugar mais estranho em que ele fez amor. Devo dizer – devo nada, mas digo assim mesmo – que 04 foi um ano estranho. Saio – falta pouco – sem falar muito com ele, pois não gosto de falar com estranhos, mas o achando muito diferente de mim, não reconheço nada de mim neste ano estranho. A cada dia sinto que o tempo é um hotel muito desconfortável, eu que gosto mesmo é de minha casa, despeço-me deste lugar estranho e parto para outro não muito diferente. Quem sabe um dia chegaremos em casa. Sigam-me os bons!
ps – desejo que 2005 seja hospitaleiro a todos os leitores do Pró Tensão.
Você aí vendo na tv o tiramissu na Ásia, ainda sonha em se aposentar e comprar uma casinha na praia? Ainda planeja passar as férias em algum litoral? E comprar aquele iate para conhecer o pacífico? Você sonha com sua ilha própria? Nem pensa em planaltos e cordilheiras onde os tiramissus são deliciosos? Cuidado com as costas!
Começar dizendo que o fim do ano é uma época de balanço embora no Brasil o auge do balanço é sempre em fevereiro, no carnaval (é possível que que achem engraçado). Em seguida, fazer lista dos melhores blogues do ano, conforme indicações abaixo. O Melhores Blogues Brasileiros: “Relacionar blogues de todos os meus amigos e aqueles que, mesmo não sendo amigos, me linkaram, colocar também um ou dois que SÓ EU conheço e um ou dois bem trash, para surpreender”. O Melhores Blogues Internacionais: “Relacionar todos os internacionais que me linkaram e comentar ‘esses caras são realmente excelentes’”. Obs: pesquisar quais blogs fizeram lista de melhores blogs de 2004, citar os que me citaram e não citar os que não me citaram. Fazer no máximo até dia 28 de dezembro. Fazer um ps e assinalar que os blogues portugueses são muito melhores que os nossos, embora nenhum supere o nosso Wunder Alexandre. O problema dos blogues portugueses é que sempre que um brasileiro lê títulos de posts como “Cruz Vermelha Portuguesa”, “Woodstock em Lisboa”, acha que é alguma piada como aquele post do Ruy sobre o homem-bomba português, coisa perfeitamente possível, afinal o islã tem crescido e se o islã abunda, em breve estourarão por aí homens-bombas de várias nacionalidades (é possível que achem engraçado).
A morte é uma produtora instantânea de santos, sábios e gênios.
“A fé remove montanhas” Jesus Cristo disse assim, Mas o cristão vai ao médico Remover a pedra do rim.
As leis deveriam proibir qualquer tipo de comoção. Acabar com qualquer tipo de torcida organizada, por exemplo. Um jovem é morto por uma horda de torcedores que individualmente seriam incapazes de dar um cascudo em alguém. Tudo que engendrasse uma multidão deveria ser proibido com as exceções razoáveis como uma missa rezada pelo Papa. Político, por exemplo, não deveria nem nascer, não deveria também ser enterrado, pois enterro de político é um carnaval de loas ao paspalhão, depois aparece um parvo cacique de outro partido e os adoradores do morto querem linchar… Nos jogos de futebol não seriam permitidos torcedores de nenhum dos dois times, só torcedores de times terceiros. Não vejo outra forma de evitar a selvageria das multidões.
Clamava por gente à altura de sua coragem, mas todos estão mortos. Senta-se. Está só e triste. É que depois da batalha sobrara ele, único sobrevivente da própria fúria.
Nadar É nada Mais Do que Voar No mar
Art. 1º Toda privada terá uma biblioteca pública. Art. 2º Toda biblioteca pública terá pelo menos duas privadas. Art. 3º Em toda biblioteca pública terá outra biblioteca dentro da privada.
Abraçar, beijar, cheirar, fazer gut-gut, o que vem a ser isto tudo junto? Há um verbo para isto: namorar. Também é isto, por acaso ou não, exatamente isto que TODOS fazemos com os bebês. Os bebês são namorados (ou namoradas) de todas as pessoas de todos os sexos ao seu redor. A mãe é apenas a principal namorada do bebê, chegando a ter com ele até algum contato erótico, já ouvi falar de mulheres que têm orgasmos enquanto amamentam. Namorar é a melhor coisa do mundo, não sei se é porque é ou se porque quando somos bebês é aquilo que todos fazem conosco, nos tornando o feliz centro das atenções até que cresçamos e percamos os atrativos universais que só um ser humano de onze meses tem. Pois bem, quando não somos mais bebês, não por coincidência, mas sim por inércia pura e simples, caímos no mundo atrás de namoradas ou namorados, umazinha ou unzinho que seja, que nos coloque no colo, nos abrace, cheire, beije e nos faça gut-gut e nos dê de mamar se possível.
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