PECADORES

Deus ama o pecador. Jesus vivia na companhia de pescadores e pecadores (um “S” a mais, um “S” a menos…). E amava os pecadores. Amava porque o pecador é honesto sobre seus pecados. Já os santos, os virtuosos são, não raro, uns fingidos hipócritas, o antônimo da modéstia. Esquecem que Deus conhece nossos corações. Todo santo é um potencial fariseu. Não existe santo, não existe bom, somos todos pecadores. Como os freqüentadores dos AA que mesmo após trinta anos sem beber e ainda se dizem alcoólatras, nossos momentos de virtude não limpa nosso passado. Sou um pecador mesmo que ultimamente eu tenha resistido a uma tentação ou outra. Deveríamos criar o PA, os Pecadores Anônimos, o difícil será achar um que diga “sou pecador e hoje ainda não pequei…”

CRIANÇAS…

- Onde Jesus nasceu?
- Natal!

TIPOS

Existem dois tipos de mulheres: as que confundem gentileza com cantada e as que confundem cantada com gentileza. Em complemento a elas, há os dois tipos de homem: o que não sabe cantar uma mulher e o que não sabe ser gentil.

A POLÍTICA BRASILEIRA

O Brasil atingiu o extremo do holismo político: temos um presidente de oposição.

EXPLICAÇÃO

Esses posts grandes que tenho escrito são frutos de minha enorme preguiça de escrever posts pequenos.

CONSERVADORISMOS E PROGRESSISMOS

O que muda, só muda porque algo não muda, então para mudar, aquilo que muda precisa daquilo que não muda. O que não muda, porém, não precisa em nada do que muda para não mudar.

DIGO-VOS

- Qualquer coisa que ignore a Deus, já começa furada.
- Ser politizado é ser escravo. Seja alienado. E mais, só vote em alienados.
- Você não é o que você acredita. Você é o que você faz.
- Quem concorda com você, nada lhe ensina.
- Quem amamos é mais importante do que nós. É como uma autoridade.

POESIA E LÓGICA

Quem tenta destrinchar uma metáfora no afã de que vai derrubar o poeta, apenas prova que não é poeta, é um mero lógico fazedor de contas. Quer ser poeta? Deixe a calculadora na gaveta! Quer consumir arte, acredite no artista, pelamordedeus!

FILME E LIVRO

O leitor do livro pára um pouco, fecha o livro e pensa. O leitor vira a página, volta, vai mais umas vinte, descobre em que página terminará aquele capítulo. O leitor anota o que aprendeu ou desaprendeu com aquele parágrafo. O leitor termina, fecha o livro e o devolve à estante com as marcas de sua passagem por ali. O leitor escreve outro livro a respeito daquele que acabou de ler, às vezes um livro três vezes maior. O livro é um namoro. O espectador não tem muita opção depois de entrar no cinema. O filme pega o espectador pelo braço e o leva para dentro da tela com a urgência de uma fome. O espectador dentro do cinema tem o direito de desistir do filme e correr para fora da sala. O espectador do filme não pode parar e pensar sobre o que ouviu porque ele está lá não para ver, mas para viver o filme que se desenrola. O espectador pensador costuma perder metade do filme. Filme feito para pensar é filme ruim, um embuste, pois só pensa quem não vive ou poderíamos dizer ao espectador pensativo no cinema, filme é aquilo que os outros estão assistindo enquanto você pensa. Um filme é um parque de diversão.

REVISÃO


A Daniela Abade

Não sei quando nem onde a arte ganhou esse status de … de … de arte. Olham para a arte como se fosse algo superior aos outros ramos da cultura e para o artista como o mais abençoado dos seres. A grande qualidade do artista talvez seja o fato de assinar seu produto. Deve ser só isto que o difere dos demais produtores. Se um cozinheiro assinasse sua obra, você anotaria em um papelzinho e quando voltasse lá no restaurante exigiria outro prato com aquela assinatura. Assim também seria se você soubesse exatamente quem fez ou montou seu micro, fez seu copo, encadernou o livro que você lê. Mas não há como saber, já a música que você gosta, você sabe quem fez. O livro que você ler, você sabe quem escreveu. Algumas idéias que você tem talvez não saiba de onde vieram, mas se o sujeito não for como aquele meu amigo que diz que se pode usar a vontade o que ele escreve contando que não citem a fonte, certamente foi alguém facilmente identificável e possível de que você venha a concordar ou se interessar pelas outras coisas que ele escreve ou diz e estará lá você endeusando o sujeito, sem perceber que isto é, literalmente, pré-conceito. A arte é responsável por boa parte do preconceito no mundo. Quando você ouve uma música do Chico Buarque e gosta, ouve outra e gosta, ouve outra e mais outra e mais outra e mais outra e vai gostando, você conclui perigosamente que tudo o que ele fizer é bom. Isto é preconceito. O mesmo raciocínio vale para o Wando, que você preconceituosamente julga um artista menor porque toda música dele que você ouviu até agora não lhe agradou. O artista é também o inventor do direito autoral, um mal, obviamente. Com o direito autoral, proíbem até que alguém cante uma canção. Com o direito autoral engendra-se uma adoração digna dos deuses aos seres humanos mais reles. Gente da pior espécie, que por acaso escrevia boas peças, são exaltados como se fossem superiores ao resto da humanidade, quando, em alguns casos, são na verdade muito piores e esse endeusamento apenas piora ainda mais o caráter da besta, pois infla o ego do artista (mau caráter ou não). Há também a bilheteria, grande invento, o que torna o artista o ser menos generoso da história. É esse o sujeito que todos gostariam de ser. É essa adoração que todo profissional gostaria de ter, essa adoração que tem alguém dono da profissão das mais danosas à alma humana. O ser humano, pelo jeito, não apenas quer a morte como dizia Freud, como, pelo jeito, quer também a danação eterna. Então se vê todo tipo de gente querendo ser chamado de artista. Flanelinha, cozinheiro, jogadores de futebol (há até o futebol-arte, seja lá o que isto signifique), serial killers, todos loucos para ser “artista”, cada um a seu modo. Falando em serial killer, tenho nítida essa impressão do ideal artístico que têm os criminosos.