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Eu disse ano passado que 2004 fora um “ano São Paulo”. Pois bem, 2005 foi um ano Rio de Janeiro. Rio década de 50, é bom esclarecer. A cidade perfeita, sem tédio e sem violência. 2005 foi um ano com Cristo, redentor de minha vida, sempre presente. Um ano capital (como o Rio que era capital do país naquela época). Um ano Bossa-Nova. Um ano Tom Jobim e João Gilberto. 2005 foi, que eu me lembre, o ano mais importante e feliz de minha vida, principalmente pelas pessoas maravilhosas que encontrei nele e que, espero, façam parte do resto de minha vida. Pessoas que andam no mesmo caminho que eu, companheiros de viagem, que me fazem muito feliz. Isto sem falar de meus companheiros de viagem de longa data que foram providenciais em todos os momentos difíceis de 2005. Que venha 2006, ano que tem tudo para ser extremamente chato com copa do mundo e eleição para presidente, assuntos que eu preferiria não tocar, mas vou tocar sim, vou participar da vida do país torcendo, votando, rezando, pois Deus estará como sempre nos protegendo de todo mal, mesmo sem merecermos, basta que O amemos em palavras e principalmente em ações. Feliz 2006 aos leitores do Pró Tensão.
O divino Espírito Santo Ao ouvido de Maria Engravidou-a da verdade E assim Jesus nascia
- O que não falta é coisa inconcebível neste mundo. - A obra é o aspecto bizarro do sonho. São aspirações frustradas. - É belo tudo que não tem livre-arbítrio. É irresistível tudo que tem. - Puritanismo é pecado. - Arte é vaidade.
Pode-se não amar seu país de origem, tem gente que não ama a própria mãe, mas isto não o torna menos filho da mãe e nem lhe subtrai as responsabilidades de filho. Não posso negar que sou filho do Brasil. Só o Brasil poderia me produzir (tenho sangue índio, europeu e africano e não foi transfusão), mesmo que esta idéia possa me ser profundamente repugnante, sou brasileiro. Mesmo os filhos de Hitler teriam que amá-lo (e obedecer-lhe), até para lutar por uma mudança nele, pois só quando tentamos mudar o que amamos, essa tentativa pode ser pacífica. Aliás, como disse Chesterton “amar significa amar o que é difícil de ser amado, do contrário não será virtude alguma”. Então é bonito amar nossa pátria justamente quando ela não merece absolutamente nenhuma admiração ou respeito. Devemos amar nossos pais (e nossos filhos) sejam eles o que forem e isto não significa aprovar o que eles fazem. Além disto, de que adianta odiar o Brasil? Que beleza há nisso? O antipatriotismo é uma das provas de que somos filhos de nossa pátria, pois é típico dos filhos julgarem mal os pais e se comportarem de forma rebelde em relação a eles. Enfim, não se trata de fazer política partidária (cruz-credo) nem de ir à guerra, se trata de ser um cidadão exemplar mesmo por amor à pátria que lhe pariu e se interessar pelos destinos dela. O Catecismo da Igreja trata nossa obrigação como cidadão justamente no capítulo que trata do 4º mandamento, “honrar pai e mãe”. Assumindo essa maternidade da pátria sobre nós, o que deve fazer um filho que tem uma mãe que bebe cachaça, avança o sinal, joga no bicho, vota em jumentos para governantes, adora ouvir axé e sertanejo e, além disto, é uma prostituta que troca de homem de vez em quando? O que fazer um brasileiro que não tem nenhum orgulho do Brasil? Por exemplo, se for rico, deve ir embora daqui? O que deve fazer um cristão em face do que nos espera neste nosso patético país? Antigamente eu falava que se eu fosse rico não moraria no Brasil. Hoje para mim isto soa como o cara que diz que se fosse rico trocaria de mulher e filhos. Se olharmos sempre o lado político-partidário de uma nação, viveremos sempre em um inferno, pois se a política partidária tiver a força de direta ou indiretamente expulsar quem não vai com a cara do burocrata de plantão, jamais seremos uma nação mesmo, além disto, ao sair do Brasil, eu levaria comigo a desconfortável – e anticristã – sensação de estar escolhendo o caminho largo. Sentiria o que sente uma mulher que fez aborto.
O mundo será outro quando a mãe de Deus receber o título de Nossa Senhora dos Protestantes. De fato, é a Bíblia, a Maria dos protestantes. E é Maria a Bíblia de alguns católicos. Às vezes, exageram em ambos os casos.
STJSJT – Superior Tribunal de Justiça São Judas Tadeu.
Não só o masoquismo é pecado, como insistir em qualquer pecado é masoquismo (como o cristão que tem pecadinhos de estimação). Os olhos de um masoquista brilham quando ouve falar dos suplícios do inferno e ele segue com seu masoquismo talvez crendo que aquele masoquista que em tudo o mais é santo irá pro inferno como recompensa. Então quando vir quem se diz cristão se recusando a perseguir a santidade, não duvide, se trata de um masoquista. Rezemos por eles.
Empresa aérea vai à Falência. De carro.
Não devemos dizer “hei, venha ser cristão, porque é muito bom”. Devemos dizer “hei, venha ser cristão, porque é verdade”. É como dizer, “hei, dois e dois são quatro, acredite”. Não posso afirmar que a pessoa será feliz caso se torne cristão, porque um não cristão tem uma noção de felicidade tão diversa da minha, que não adianta falar em felicidade neste momento. Um argumento do tipo “perca sua vida e a ganhará” é difícil de entrar na cabeça de alguém, principalmente se partir de minha boca. Nem Cristo convenceu todo mundo com palavras. Creio, que Ele convenceu muito mais com sua vida e morte do que com as palavras que disse. Então, o que dizer, que resposta dar à pergunta “por que ser cristão?” Como convencer alguém, com palavras, de que ela deve ser cristã? Vou falar de quê? Que ela será feliz? Ela me responderá “ah, feliz como São Francisco de Assis, que vivia miseravelmente? Não, obrigado! Feliz como madre Teresa que vivia cuidando de doentes? Non, merci!” Acontece que os parâmetros de um não cristão são os parâmetros do mundo, de forma que ele só entenderá o cristianismo depois de se submeter à vida cristã. Antes disso, corre o risco de ter a impressão de que entrou em uma roubada e vai querer sair rapidinho. É uma questão de expectativa. Ser cristão é contemplar a verdade. Ora a verdade não é agradável nem desagradável, é necessária. A verdade é um pressuposto para a vida. A verdade é um caminho. Um caminho às vezes é bom, às vezes é chato. Às vezes é esburacado e cheio de lama, às vezes tem uma cidadezinha onde você encontra o melhor pastel de sua vida. A verdade nos liberta, não é uma questão de tornar agradável ou desagradável nossa vida. Apenas não temos desculpa para o erro após o conhecimento da verdade. Porém, nada impede de você estar em um quarto iluminado e bater com a cabeça na parede, ignorando a porta. A felicidade de se viver na verdade não é do tipo de felicidade que o mundo apregoa, pois é um cair de ficha, não um cair de moedas em seu bolso. Mas e o céu? Não tem o céu? Não tem a vida eterna? Jesus não vai voltar e levar os justos? Sim, tudo isto é verdade, mas quem sou eu para prometer isto a alguém? Basta se dizer cristão para ter a vida eterna? Sei não e só Deus sabe (o Papa disse há umas semanas que não precisa ser cristão para ir pro céu, basta amar e promover a paz). O fato é que não conto com isto (embora anseie), pois não vejo outra forma de viver houvesse isto ou não. Seria o mesmo que eu me rebelar contra o fato de que dois e dois não são cinco. Ao contrário disto, mesmo se eu tivesse certeza da danação eterna, ainda assim eu seria cristão, porque não sou doido de pautar minha vida partindo do princípio que dois e dois seja diferente de quatro. O que passar disto, pode parecer uma barganha com Deus, aí sim, é verdadeira loucura. Aqui, me repito, reafirmando que se eu tivesse certeza de que são verdadeiras as teses materialistas, ainda assim, eu seria religioso, é mais poético e saudável; Se o misticismo for uma forma de loucura, é uma loucura que escancara a cancela da mente. Se o materialismo for uma forma de loucura, é uma loucura que fecha a mesma cancela; e finalmente , o mistério é um dos alimentos da mente sã; Então ser cristão é uma forma de sanidade. Well, não sei, porém, desconfio que seja a Esperança, que me faz rir à toa pelo fato de ser cristão. Há outras coisas também que me enchem de euforia como saber que o Senhor é santo e basta que eu queira, um dia contemplarei sua face, pois a exigência que Ele me faz é mole, quer que eu ame e eu amo amar. O fato é que Deus, sendo amor puro, todo aquele que ama é atraído por Ele, é uma questão de uma daquelas leis de Newton. Jesus é o manual para se aprender a amar devidamente, amar com o amor de Deus. Resumo desta ópera: para quem não é cristão, ser cristão é uma revolução tão grande na vida, que eu entendo que muitos não queiram. Porém, não só vale a pena, como, embora eu tenha pavor de ser chato, entendo perfeitamente os Testemunhas de Jeová e outros grupos cristão que saem de casa em casa contando a Boa Nova para as pessoas. Mas, eu dizia, não só vale a pena como nada custa (ou dizendo de outra forma, custa uma miséria e vale uma fortuna). Então, faça um teste. Vá a uma Igreja converse com um padre de confiança (se não for com a cara daquele padre, procure outro), diga que quer ser católico. E seja por um mês. Seja sinceramente cristão por um mês. É como jogar na Sena, você estará apostando um mês em troca da vida eterna. Se em um mês, indo todos os dias à missa (é menos de 1 hora por dia, missa durante a semana é curtinha, para aprender os ritos, ouvir as leituras e as homilias), sua vida não der uma guinada “inexplicável”, volte ao que era antes (você já perdeu mais na loteria, não terá sido nada). Mas antes de ter a coragem de fazer isto, não julgue mal quem encarou Cristo de frente. O fato é que quem jamais leu um livro sobre o assunto (eis aqui três bons livros, antes que você fale mal do cristianismo leia estas obras curtinhas: Mircéa Eliade, O Sagrado e o Profano; G. K. Chesterton, Ortodoxia; e C. S. Lewis, Mero Cristianismo), quem jamais foi a uma missa, jamais se confessou, jamais rezou, orou ou conversou de alguma forma com Deus, não pode se dizer que é descrente ateu ou coisa parecida, se trata, na verdade, de um ignorante. Descrente é quem já passou por tudo isto e não foi tocado.
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