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O governo do Estado construiu uma prisão pequenina para os delinqüentes anões. Como toda prisão brasileira, onde se deveriam hospedar cento e cinqüenta, tinham quatrocentos anões. Como forma de protesto, os anões fizeram uma rebelião, queimaram colchões, o fogo se descontrolou e ocorreu a terrível tragédia que resultou na morte de fogo triste e dolorida de todos os detentos. No dia seguinte, a mais curiosa manchete de jornal dizia: “Grande queima de presos baixos”.
- Algo quase absoluto é relativo como todo o resto. - Se você souber pelo menos uns onze idiomas, fica a coisa mais fácil aprender latim. - Se a gente trabalhasse sábado e domingo, será que a semana passaria rápido? - Antes de o café ser descoberto, não se tomava café da manhã? - Considerar é coisa de astrólogo.
“Amazônia pode ficar até 40% menor até 2050, dizem cientistas”. Depois do susto ao ler a frase da manchete da Reuters e me perguntar, “meu Deus, para onde irá esses 40% da Amazônia? Vai voltar para a África?” que me fez lembrar de uma história que minha mãe conta por ocasião da partilha das terras de minha avó. Minha mãe perguntava para uns parentes “e aqueles alqueires depois da serra do cipó?” e eles respondiam “ah, aquilo lá acabou”. Minha mãe se perguntava como pode uma terra acabar. Pois é, a Amazônia vai acabar, diz a manchete. Lendo o texto, percebo que não é a Amazônia, são as florestas, a mata, aquele lugar cheio de onça, cobra e pés de castanha-do-pará. Aquele lugar por onde já voei uma hora e meia de avião e não vi nada além de mata fechada. Acabar com 40% daquilo lá será maravilhoso, eis uma boa notícia. O Brasil terá crescido o tanto que a Amazônia terá “ficado menor”. Desde que nasci ouço esse papo de que a Amazônia está sendo destruída, como se isto fosse o próprio Apocalipse. Puro papo furado de advogados de onças, cobras e pés de castanha-do-pará. As pessoas que vivem lá e têm um pedaço de terra já vivem sob policiamento e fiscalização cerrada, para que não serrem as árvores de suas terras. É terrível, o sujeito é obrigado a manter intacta quase metade da terra que tem, coisa sem precedente na história do intervencionismo. Querem propor leis mais duras. O objetivo é evidente, tornar miseráveis os homens que trabalham ali e manter a saúde de onças, cobras e pés de castanha-do-pará. Os cientistas não raro são os maiores inimigos da humanidade, isto não é incrível? Veja esta frase tirada da reportagem: “São necessárias medidas para proteger as florestas do impacto causado por atividades lucrativas como a agricultura e a pecuária.” Isto diz tudo, querem transformar o Brasil em um país sem fins lucrativos. É vergonhoso e ruim para onças, cobras e pés de castanha-do-pará que as pessoas tenham lucro. De fato, os ecologistas querem apenas uma coisa: matar os seres humanos, pois o importante para eles são as onças, cobras e pés de castanha-do-pará. Imaginem o absurdo denunciado pelos cientistas desesperados, as onças e cobras ficarão sem ter onde morar, pois suas casas se transformaram em plantação de arroz e pasto para criação de gado para alimentar o povo. Isto não é de morrer de tristeza? Pobres onças, cobras e pés de castanha-do-pará. Mas não há de ser nada, as onças, cobras e pés de castanha-do-pará têm a seu lado os bravos cientistas e ecologistas sempre dispostos a buscarem dinheiro das empresas capitalistas para fazer campanha contra o lucro e a favor de onças, cobras e pés de castanha-do-pará. Quem mora pelas aquelas bandas (como eu que nasci, vivi até os 20 anos e vou lá duas vezes por ano) quando vê uma onça só pensa em dar um tiro entre os olhos da bicha, pois sabe sempre de alguma criança que foi comida por uma dessas feras. A cobra, do mesmo jeito. Os pés de castanha-do-pará geralmente têm muitos metros de altura e às vezes derrubam sua fruta na cabeça das pessoas. Mas estão com seus dias contados. Ainda bem.
Do jeito que a coisa vai, brevemente os professores ensinarão alunos à matemática. As matérias que se adaptem às crianças para não traumatizar os pobres miúdos. “Pode deixar Joãozinho, ensinarei você à gramática, preocupa não”.
Questão muito simples. Se o governo Lula é o que há de mais fino em matéria de grossura. O que há de mais claro em matéria de escuridão. O que, honestamente, é o mais desonesto da história. Se nada de pior aconteceu ao Brasil em matéria de pilantragem. Se tudo isto é verdade, então como entrará para a história a oposição a esse governo, que vendo tudo isto, jamais moveu um dedo para pedir seu impeachment, como não a igualar a oposição ao governo? PS – O ministro Palótchi que disse que “sai com tranqüilidade”, me lembra aquela menina que tramou a morte dos pais em São Paulo. Dizem que na reconstituição do crime, ela estava mais tranqüila do que os delegados. É de dar medo esse tipo de gente que comete crime e continua tranqüilo. Jaula neles!
É revisor de livros em braile. Procura por erros que os leitores jamais verão.
Poderia estar melhor, poderia estar pior, mas felizmente está como está.
Cuidado com as pessoas bem intencionadas. Theodore Roosevelt
Disse Nelson Rodrigues “Os ‘compreensivos’ frustram a juventude em sua rebeldia”. De fato, a atual pedagogia criará gerações de seres abjetos. Se uma criança se recusa a estudar, criam a escola que não reprova. Se a criança bate o pé contra o que diz o pai, criam lei proibindo a palmada. São atitudes cheias de boas intenções com resultados certamente inverso ao pretendido. Os imbecis não percebem que a rebeldia infantil e juvenil é um pedido de socorro, de luz, de pedido que lhe apontem a direção. E mais, que quanto mais você disser “sim” a um rebelde, mais formas grotescas de rebeldia ele inventará. Daqui a pouco, os pais terão inveja das almas do inferno. E os jovens idolatrarão quem tiver coragem de frustrar sua rebeldia.
Semana passada, quase perdi um amigo. O cara insistia em me contar “Amarelo Manga”. Só parou quando o ameacei com minha inimizade. Amizade tem limite.
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