- Quem pratica sedentarismo cansa facilmente.
- Quem solta a franga transmite a gripe aviária.
- Um modo de diminuir a miséria no país é cobrar 250 reais por um atestado de pobreza.
- Rex é o cachorro do rei.
- No cemitério sempre tem quorum.
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- Quem pratica sedentarismo cansa facilmente.
Aqui. Imperdível. Ser fotogênico significa que você fica mais bonito em fotografias do que pessoalmente. Não ser fotogênico significa que você é mais bonito pessoalmente. O que se conclui que quando alguém lhe chama de fotogênico, apenas, delicadamente está lhe chamando de feio ou pelo menos de “menos belo do que você pensa”. Ser fotogênico significa que você consegue mentir para as câmeras. Enfim, se você não é modelo fotográfico, é preferível não ser fotogênico. Sair bem em fotografias não é algo que se prefira porque as pessoas não são congeladas e algumas ficam melhores em movimento. O fato é que inventaram esse elogio para que se chame fotogênica a pessoa que fica mais bonita no papel e vive na ilusão de que fora dele também não seja de jogar fora. Já a pobre pessoa que costuma ficar mal na foto pode passar a vida pensando que é feia daquele tanto que se vê nos retratos, quando é apenas antifotogênica. Conheço várias pessoas lindas, mas feias no papel. Geralmente são tímidas e tem baixa auto-estima. Ignoram que são mais bonitas do que pensam. É o superficialismo religioso, não o fundamentalismo, o culpado pelo terrorismo. Desesperado, o diabético cometeu suicídio com um quilo e meio de açúcar. Procuramos alguém que nos entenda assim que nos veja. Depois da inocentada do Professor Luisinho e de João Paulo Cunha, só faltava mesmo tentarem nos convencer da inocência de Judas e Suzane Richthofen (aquela moça que tenta bater o recorde mundial de desobedecer ao máximo de mandamentos possíveis de uma só vez ao tramar a morte dos pais para ficar com os bens e poder transar com o namorado em paz. Para de uma tacada cuspir os 10 mandamentos, só faltou desejar a mulher do próximo). Desenvolveu a teoria de que Deus tudo vê, mas não dá muita importância. E que Deus tudo vê, porque se não o fizesse, de onde Ele tiraria suas idéias? E que se Deus desse tudo o que queremos, tiraria de nós o que mais precisamos. Ele acreditava que antes de Deus criar as coisas, elas já existiam, pois o existir para uma coisa (ou ser) é Deus saber que ela existe. Deus, aliás, costuma dizer “se eu não conheço, não existe”. Ah, e Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou não foi por problemas trabalhistas, é que fazer o universo é um trabalho realmente cansativo, você nem imaginam. O problema maior nem é fazer galáxias e distâncias de ano-luz, o chato mesmo é construir o infinitamente pequeno. Fazer uma nebulosa é mole. Um planeta se faz com o pé das costas. Mas, sabe lá o que é fazer um aminoácido? Uma proteína? Aquilo dá um trabalho dos diabos. Deus não precisa dar explicações. A realidade é uma história que Deus resolveu contar para seu filho. E tinha mais, que no princípio era o caos porque Deus vivia sozinho, então não varria a casa, não limpava os móveis nem a louça, mas quando Ele resolveu criar alguém para Sua companhia, ficou com vergonha e passou um cosmético no cosmos imundo, enfim, deu uma geral naquela imundície caótica. Assim que nasci fiz uma pesquisa no berçário onde fiquei. Todos os recém nascidos ali foram enfáticos ao me afirmarem o que eu já desconfiava. Nascer é de morte. Vocês não acreditam. Acho incrível que alguém nasça. O choro se justifica, pois é dolorido nascer. Quem fala que a vida começa aos 40, não sabe o que diz. A vida começa, na verdade, muito ainda do nascimento, mas só com ele é que você é jogado à luz do sol e tem que encarar a vida de frente. Porém, para entender a vida realmente, temos que sair da superfície e mergulhar com coragem no mistério do nascimento. E não falo do nascimento em que somos tirados do quentinho da barriga da mamãe. Falo do nascimento mesmo de verdade. Nasci quando Deus teve a idéia do projeto homem. Olhei para cara de Deus e dei um beijo da bochecha dele. Desde então vivo vagando esperando alguém de carne e osso para chamar de mãe e pai e esperando um corpo para eu chamar de “eu”. É bom dizer “eu”. Nascer é isto, adquirir o direito de dizer “eu”. Dizer é que é chato. Por isto escrevo, para não ter que dizer. Mas voltemos ao nascimento. Antes de minha mãe me dar a luz, eu pensava, “a vida começa quando a mãe da gente nos der à luz”. E ficava meio ansioso como ficam as pessoas de 39 anos que acreditam que a vida começa aos 40. Se eu tivesse 39 anos ou 38 e pensasse que a vida começa aos 40, ficaria muito assustado com a eminência do começo de minha vida pintando por aí, mesmo depois de ter tirado a vesícula e as entradas na testa já terem começado. Não é meu caso, ainda estava intacto quando me faltava alguns anos para nascer, só me faltava um corpo, o resto eu tinha, isto é, eu já tinha instrumentos suficientes para ficar ansioso. Desculpem, este texto está ficando por demais confessional. O fato é que nascer é violento. Todos os meus coleguinhas confirmaram a sensação desconfortável do nascimento, inclusive todos choraram. A primeira sensação é o frio. O choque térmico do nascimento é algo inclemente, pelo menos na maioria dos partos. Deveriam rever tal sistemática. Eu mesmo achei que ia morrer quando estava nascendo. Apesar disso, sobrevive-se ao nascimento e nascer é mesmo irresistível que até Deus quis nascer. |
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