Novo texto na coluna sobre Música Popular Brasileira, no Imaginário Poético.
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Novo texto na coluna sobre Música Popular Brasileira, no Imaginário Poético.
Escreverei mensalmente sobre a Música Popular Brasileira. Essa primeira coluna, está aqui. ![]() VISTA DA CIDADE DE LOURDES, SUL DA FRANÇA. 1 – A França é a segunda pátria de todo mundo, inclusive dos franceses. Eu ouvia Soy Latino Americano, Hora Extra, O dono da Verdade, Vem o hômi, Lili, Quando Será? e outras dele que tocavam nas rádios de minha infância, então, soube que era o compositor [em parceria com Tavito] de Casa no Campo e que depois se tornou publicitário. Então, muito depois, veio a lista m-musica e conheci o Zé Rodrix de carne e osso e foi um impacto. Desde os primeiros contatos, um monte de coisas se mexeu em minha cabeça, alguma coisa mudando, a maioria se confirmando o que eu já pensava e muito se revelando cristalinamente como se eu sempre soubera. O Zé foi isso para mim: um enorme clarão. Ótimo frasista e contador de histórias, iconoclasta no ponto certo, radical sem ser chato, um tipo de Sócrates contemporâneo, tudo o que se quer ser quando crescer. Ainda que, ultimamente, afastado da m-musica e sem contato direto com o Zé, era sobre ele que eu mais falava, é sobre ele que mais falo. Semelhante aos oráculos, para todo situação há uma frase ou uma história do Zé que se pode usar para esclarecer ou explicar. Para toda situação tensa, há uma piada do Zé para aliviar. Para todo silêncio, há uma palavra do Zé para brilhar. Depois do Zé, cessou a falta de assunto. Era uma maravilha ler as mensagens do Zé, que criticava o mesmismo – e as tais 42 canções “boas”, eternamente cantadas – a falta de originalidade, a subvenção às artes (leia isto) e o artista que grava 1 disco por ano e não apenas quando tem algo bom para mostrar etc. Com base nas idéias do Zé, escrevi vários textos. Aprendi com o Zé, por exemplo, a ser menos preconceituoso em questões artísticas, pois para o Zé não há artista bom nem ruim e sim obra boa ou ruim. O fato é que o Zé acreditava na redenção das pessoas, acreditava que nada impedia que o Wando, por exemplo, fizesse um excelente disco, afinal o Wando está vivo e pode nos surpreender, como todo ser humano o pode. Por outro lado, um morto não surpreende mais e um dia desses, infelizmente, o Zé cessou de nos surpreender, fechou-se o ciclo, encerrou sua história, nada mais dirá e nada mais lhe será perguntado. Sua vida está brilhantemente terminada e completada. História escrita parte pelo Zé e parte por Deus, que, satisfeito com a parceria, chamou o parceiro para Si. Obrigado e até breve, Zé. 10 Aqui. Imperdível. Vejam – e baixem – a nova edição da revista do Flávio De Almeida, aqui. Há um texto meu lá. Cuba Memorial, aqui. E de lá, os filmes Al Filo Del Machete sobre os contra-revolucionários de Fidel e Che, Anatomia de um Mito sobre o Seu Madruga da política. Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou. Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou. |
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