SÃO PIXINGUINHA

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Nova coluna no Imaginário Poético.

Elomar em 21 Cantadas

Novo texto na coluna sobre Música Popular Brasileira, no Imaginário Poético.
Aqui.

IMAGINÁRIO POÉTICO

IPC1Estréia hoje minha coluna na revista virtual Imaginário Poético.

Escreverei mensalmente sobre a Música Popular Brasileira.

Essa primeira coluna, está aqui.

NOTAS FRANCESAS

VISTA DA CIDADE DE LOURDES, SUL DA FRANÇA.

VISTA DA CIDADE DE LOURDES, SUL DA FRANÇA.

1 – A França é a segunda pátria de todo mundo, inclusive dos franceses.
2 – Não vi nenhum urubu na França. Devem ter morrido de fome. As pessoas lá comem as coisas podres.
3 – Em Paris tem uma ruazinha de uns quatro quarteirões chamada São Paulo. São Paulo é isto: uma ruazinha em Paris (Brasília nem chega a isso). Em Paris tem uma pracinha chamada Rio de Janeiro. Rio de Janeiro é isto: uma pracinha em Paris. Em Paris tem uma rua chamada Argentina. A Argentina é isto: uma rua em Paris.
4 – Veja que luxo os nomes de ruas de Paris: Stravinski, Racine, Emile Zola, Bernard Shaw, Leibniz, Maurice Ravel, Cesar Frank. E nomes de praças: Charles Dickens, Berlioz, Pablo Casals, Edmond Rostand, Albert Schweitzer.
5 – Muita gente vai a Lourdes curar-se do mal da feiúra. Infelizmente não fui agraciado.
6 – É constrangedora a visão da cara constrangida das pessoas no constrangedor Centro George Pompidou. Cara de quem está a ponto de vomitar. Parece que a arte já chegou ao seu limite.
7 – Na entrada do George Pompidou deveria estar escrito: “deixai aqui toda a esperança”.
8 – Na França ouve-se muito: “oui, mais…”. Isto é, eles dizem: “concordo, mas discordo”. Gente civilizada é isto. Um brasileiro diria, “larga de ser besta!”
9 – Pode-se colocar o suco de laranja francês na categoria das coisas de sabor remédio.
10 – Enquanto houver a França, a indústria tabagista não precisa se preocupar.
11 – Paris é como ir ao dentista: deve-se visitar, pelo menos, uma vez por ano.

EU E O ZÉ

Eu ouvia Soy Latino Americano, Hora Extra, O dono da Verdade, Vem o hômi, Lili, Quando Será? e outras dele que tocavam nas rádios de minha infância, então, soube que era o compositor [em parceria com Tavito] de Casa no Campo e que depois se tornou publicitário. Então, muito depois, veio a lista m-musica e conheci o Zé Rodrix de carne e osso e foi um impacto. Desde os primeiros contatos, um monte de coisas se mexeu em minha cabeça, alguma coisa mudando, a maioria se confirmando o que eu já pensava e muito se revelando cristalinamente como se eu sempre soubera. O Zé foi isso para mim: um enorme clarão. Ótimo frasista e contador de histórias, iconoclasta no ponto certo, radical sem ser chato, um tipo de Sócrates contemporâneo, tudo o que se quer ser quando crescer. Ainda que, ultimamente, afastado da m-musica e sem contato direto com o Zé, era sobre ele que eu mais falava, é sobre ele que mais falo. Semelhante aos oráculos, para todo situação há uma frase ou uma história do Zé que se pode usar para esclarecer ou explicar. Para toda situação tensa, há uma piada do Zé para aliviar. Para todo silêncio, há uma palavra do Zé para brilhar. Depois do Zé, cessou a falta de assunto. Era uma maravilha ler as mensagens do Zé, que criticava o mesmismo – e as tais 42 canções “boas”, eternamente cantadas – a falta de originalidade, a subvenção às artes (leia isto) e o artista que grava 1 disco por ano e não apenas quando tem algo bom para mostrar etc. Com base nas idéias do Zé, escrevi vários textos. Aprendi com o Zé, por exemplo, a ser menos preconceituoso em questões artísticas, pois para o Zé não há artista bom nem ruim e sim obra boa ou ruim. O fato é que o Zé acreditava na redenção das pessoas, acreditava que nada impedia que o Wando, por exemplo, fizesse um excelente disco, afinal o Wando está vivo e pode nos surpreender, como todo ser humano o pode. Por outro lado, um morto não surpreende mais e um dia desses, infelizmente, o Zé cessou de nos surpreender, fechou-se o ciclo, encerrou sua história, nada mais dirá e nada mais lhe será perguntado. Sua vida está brilhantemente terminada e completada. História escrita parte pelo Zé e parte por Deus, que, satisfeito com a parceria, chamou o parceiro para Si. Obrigado e até breve, Zé.

DESAVISOS DE 10 A 7

10
O DETRAN deveria fazer provas para concessão de carteira de habilitação para bêbados. O sujeito enche a cara, faz a prova e obtém a carteira comprovando que dirige bem, mesmo embriagado. Nada de lei nova ou bafômetro, basta a “carteira do motorista ébrio”.
SEIS
Todo mundo é hétero, pois todo mundo é atraído pelo outro. O único homo da história foi Narciso e o narcisismo é a mó viadäge.
5
Dois lincos aí prosëis – Pensamentos Cativos e Contra Impugnantes.
DEUX
Um dia desses, eu disse que era conservador e uma garota me olhou atravessado. Ela concluiu que eu sou também moralista e puritano. Nada a ver…
VIII
Coisas negativas se anulam. O sim ao sim é sim, mas o não ao não é sim. E não ter vergonha é ter vergonha de ter vergonha.
CUATRO
O adultério é um dos combustíveis das histórias de amor. Sem ele, a literatura ocidental teria poucas obras-primas. A literatura ocidental é uma lavoura farta de cornos.
TROIS
Idéia para camiseta: na frente em letras pretas: “Marxistas, graças a Deus”, abaixo da foto de Groucho Marx. No verso, os dizeres: “Não me filio a partido que me aceite como militante”.
NINE
Entre os taquígrafos os clichês são conhecidos por números. “Gelou-me o sangue nas veias”, por exemplo, é o número 112.
UNO
“Ah, isso é a sua opinião”. Muita gente acha que isso é argumento. Eu acho que não é, mas e se isso for só minha opinião? Tem outro “argumento” igualmente podre: “se você é feliz pensando assim…” E quem disse que eu sou feliz? Humpf…
7
Um triângulo encontrou uma reta e acalentou-a docemente em seu vértice. Era um triângulo amoroso.

O PROCURADOR RELATA O MENSALÃO

Aqui. Imperdível.

CORTANTE 3

Vejam – e baixem – a nova edição da revista do Flávio De Almeida, aqui. Há um texto meu lá.

CONHEÇA!

Cuba Memorial, aqui. E de lá, os filmes Al Filo Del Machete sobre os contra-revolucionários de Fidel e Che, Anatomia de um Mito sobre o Seu Madruga da política.

PRA QUEM AINDA NÃO SABE

Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou. Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou, Meg voltou.