ANTES QUE O FUTURO CHEGUE

1 - Entenderam porque democracia é coisa boa? Depois de quatro anos (ou oito, vá lá), você tira um sujeitinho pilantra e bota um outro neguinho no lugar e a vida segue. Esperemos que um dia Ruanda, Nigéria, Quênia e Somália elejam seu primeiro presidente branco. Ou mulato, vá lá.

2 - Vamos combinar: romântico apaixonado é quem morre por amor. Quem mata por amor é psicopata.

3 - Agora que começa a Era Obama, o Ruy fecha o Pura Goiaba. Sou contra (as duas coisas). Obrigado por tudo, amigo Rogério, e volte logo.

4 - Ultimamente tenho deixado de ler para namorar e, desde então, sinto-me mais sábio. Tenho deixado de ir ao cinema para namorar e tenho muito mais histórias para contar. A namorada fica toda culpada por me fazer tão feliz.

5 - O Unibanco comprou o Itaú (ou vice-versa, sei lá). Não demora muito e o Banco do Brasil compra a Caixa. E logo depois, o Bradesco compra o Banco do Brasil.

6 - Uma colega ganhou dois ingressos para ver o novo filme do Bruno Barreto. A coitada suou para conseguir quem quisesse ir ver a tal produção. Infelizmente, eu tinha umas louças para lavar.

7 - Por que o dia das bruxas pegou por aqui e do dia de Ação de Graças ninguém fala?

8 - Segundo os simplórios analistas políticos, Lewis Hamilton ganhou o campeonato de Fórmula 1 só porque é negro. O fato é que Barack Obama foi campeão porque Massa foi o vice. E vice mulher dá um azar danado. Sarah for president.

VERGONHA

Uns meninos invadiram a UNB e comecei a pensar sobre a sedição e a lei com as próprias mãos, impulso de muitos de nós. Boa parte de meus amigos acha que a polícia tinha que ter entrado lá e tirado os meninos à força. Eu sou contra a ocupação de propriedades privadas. Mas das propriedades públicas, não vejo nada demais, afinal a praça é do povo como o sol é do condor. Além disso, é legítimo que o povo vá aos lugares públicos dizer o que pensa ou firmar uma posição, inclusive aquele povo com quem eu não concordo. O que deveria era o povo com quem eu concordo também se unir e invadir uma ou outra propriedade pública de vez em quando, mas isso ia ficar parecendo com coisa do povo com quem eu não concordo. É como o grande encontro dos machões que nunca acontece porque ia parecer coisa de gays. A maioria queria que o reitor saísse. Na verdade, o povo é o superego dos políticos. Se eles tivessem essa parte da personalidade que têm as pessoas normais, boa parte deles já teria, para o bem do país e de sua própria alma, tomado atitudes de gente. Renúncias seriam normais. Suicídios, corriqueiros. Expatriações, banais. Eu, quando era menino, não fazia nada errado porque achava que morreria (literalmente) de vergonha se fosse pego. Achava também que ao se flagrar um ladrão no ato do furto, ele se desmancharia em prantos, esmagado sob o peso da vergonha e se entregaria à polícia aos choros. Achava que os homens de bens tinham, só por serem de bem, autoridade física sobre os maus. Achava que os bandidos usavam máscaras porque tinham vergonha do que estavam fazendo. Eu era uma criança não entendia nada, como diria Erasmo de Niterói. Não obstante, a vergonha continua existindo e as pessoas sentem muita vergonha geralmente do que não deveriam e não sentem do que deveria matar de vergonha. Hoje se vê gente com vergonha de confessar sua real posição política, sua fé (e sua dúvida) e, a pior de todas as vergonhas, a vergonha de amar. Ainda bem que Deus não tem isso (“isso” é “vergonha de amar”, você acha que eu sou doido de chamar Deus de sem-vergonha?!). Depois de grande e vendo o quanto as coisas são diferentes do que eu pensava quando era pequeno, mesmo o mundo não tendo se adaptado a mim, faço o mesmo com o mundo e não me adapto a ele, pois continuo morrendo de vergonha das mesmas coisas da infância e amando sem a menor vergonha, que é para isso que fui feito.

UPDATE: dois dias após a publicação da parte aí de cima deste post, o MST invadiu a empresa em que trabalho, que é pública. Aí, sou contra, pois o MST não é povo, é um bando. O MST bem merecia um estado de sítio (perceberam o chiste?). O que me deixa tranqüilo como empregado da estatal é que o MST, como se sabe, só invade terra produtiva (de preferência devidamente arada e saneada).

ELEIÇÕES 2006

Lula como candidato do PSDB seria imbatível.

RICOS E POBRES NO TABULEIRO

Esse governo que temos serve aos piores pobres (o vagabundo que recebe o dinheiro referente à freqüência do filho na escola) e aos piores ricos (o especulador financeiro e o banqueiro, bando de sanguessugas e usurários). Enquanto isto, o bom pobre não tem emprego porque o bom rico não tem coragem de montar uma empresa no Brasil, pois sabe que vai pagar os maiores juros e impostos do planeta, o que inviabiliza qualquer negócio. Assim, o bom pobre se junta ao mal pobre tendo que se humilhar e viver de esmolas e o bom rico se junta ao mal rico no grande cassino onde se paga os maiores juros do mundo. Isto é que é um governo trabalhar contra a desigualdade. Os ricos e os pobres que deveriam estar na cadeia, estão todos mamando nas tetas do governo. Os ricos e pobres que deveriam (e gostariam) de estar trabalhando, estão se humilhando e frustrados jogam o único jogo que o governo permite, os ricos jogam xadrez e o pobre joga damas, ambos no mesmo tabuleiro.

OU O BRASIL ACABA COM O DIREITO ADQUIRIDO OU O DIREITO ADQUIRIDO ACABA COM O BRASIL

Precisamos dizer de verdade por que o Brasil não vai para frente e onde está a verdadeira concentração de renda. Conta-nos o Elio Gaspari, que o presidente Lula, por exemplo, foi preso durante a ditadura militar por 31 dias e caçaram seu mandato de sindicato. Por isto, ele recebe quase 4 mil reais por mês, para sempre, isto é, o constrangimento que passou em 1980, resultante de sua ideologia política, lhe deu o direito a que a sociedade brasileira o sustentasse vitaliciamente. No Chile, teria tido uma pensão de pouco mais de 500 reais. O exemplo de Lula não é único nem o mais calamitoso. O fato é que o povo brasileiro é extorquido pelo Estado brasileiro em bilhões de reais todo mês a fim de manter bocadas como essas. Desse tipo de concentração de renda os esquerdistas não se lembram e tome culpar o capitalismo e a globalização pela situação de miséria de muitos de nossos concidadãos. A verdade é que ou o Brasil acaba com o direito adquirido ou o direito adquirido acaba com o Brasil.

A IDEOLOGIA COMO CHANTAGEM

Ouve-se a miúdo que a culpa da miséria dos países miseráveis é do capitalismo. Nem reparam direito que os países miseráveis, não por coincidência, não são capitalistas, logo a culpa do capitalismo da miséria das nações se dá por falta dele, não pela presença. Mas não se pode esperar que a esquerda use tal lógica, pois o marxismo é mesmo o grande fomentador do mecanismo do bode expiatório na modernidade. Não satisfeitos em culpar o capitalismo por tudo de ruim que há no mundo, um dia desses vi uma faceta (que nem é tão nova assim) em uma entrevista de Ferreira Gullar, comunista e poeta, a de atribuir tudo que há de bom no mundo ao esquerdismo. Dizia Gullar que as conquistas do trabalhador de hoje (nos países não comunistas, seria bom lembrar) se deram graças à “utopia socialista”. Ora, minha gente, o culpado neste caso também é o capitalismo, gerador da riqueza que tornou possível a boa vida dos trabalhadores (nos países capitalistas) dos dias de hoje. Se a tese de Gullar estiver correta, a “utopia socialista” se trata de enorme chantagem feita pelos teóricos de esquerda aos homens de negócio. Isto é, de qualquer forma, fica muito feio para a tal utopia se confessar meramente como uma extraordinária chantagem. Chantagem que resultou na morte de milhões de mortos nos países comunistas (nos países que optaram pela chantagem como regime de governo) e a boa vida justamente nos países inimigos da ideologia chantagista. É de dar nó na cabeça, né não?!

PÁTRIA MÃE NADA GENTIL

Pode-se não amar seu país de origem, tem gente que não ama a própria mãe, mas isto não o torna menos filho da mãe e nem lhe subtrai as responsabilidades de filho. Não posso negar que sou filho do Brasil. Só o Brasil poderia me produzir (tenho sangue índio, europeu e africano e não foi transfusão), mesmo que esta idéia possa me ser profundamente repugnante, sou brasileiro. Mesmo os filhos de Hitler teriam que amá-lo (e obedecer-lhe), até para lutar por uma mudança nele, pois só quando tentamos mudar o que amamos, essa tentativa pode ser pacífica. Aliás, como disse Chesterton “amar significa amar o que é difícil de ser amado, do contrário não será virtude alguma”. Então é bonito amar nossa pátria justamente quando ela não merece absolutamente nenhuma admiração ou respeito. Devemos amar nossos pais (e nossos filhos) sejam eles o que forem e isto não significa aprovar o que eles fazem. Além disto, de que adianta odiar o Brasil? Que beleza há nisso? O antipatriotismo é uma das provas de que somos filhos de nossa pátria, pois é típico dos filhos julgarem mal os pais e se comportarem de forma rebelde em relação a eles. Enfim, não se trata de fazer política partidária (cruz-credo) nem de ir à guerra, se trata de ser um cidadão exemplar mesmo por amor à pátria que lhe pariu e se interessar pelos destinos dela. O Catecismo da Igreja trata nossa obrigação como cidadão justamente no capítulo que trata do 4º mandamento, “honrar pai e mãe”. Assumindo essa maternidade da pátria sobre nós, o que deve fazer um filho que tem uma mãe que bebe cachaça, avança o sinal, joga no bicho, vota em jumentos para governantes, adora ouvir axé e sertanejo e, além disto, é uma prostituta que troca de homem de vez em quando? O que fazer um brasileiro que não tem nenhum orgulho do Brasil? Por exemplo, se for rico, deve ir embora daqui? O que deve fazer um cristão em face do que nos espera neste nosso patético país? Antigamente eu falava que se eu fosse rico não moraria no Brasil. Hoje para mim isto soa como o cara que diz que se fosse rico trocaria de mulher e filhos. Se olharmos sempre o lado político-partidário de uma nação, viveremos sempre em um inferno, pois se a política partidária tiver a força de direta ou indiretamente expulsar quem não vai com a cara do burocrata de plantão, jamais seremos uma nação mesmo, além disto, ao sair do Brasil, eu levaria comigo a desconfortável – e anticristã – sensação de estar escolhendo o caminho largo. Sentiria o que sente uma mulher que fez aborto.

AULAS DE POLÍTICA

O esquerdismo é um ramo do humor negro.

DIREITESQUERDA

O bom direitista é alienado, pois ser engajado é coisa de comunista. Alguém que leva a bandeira da direita, inclusive entra para partido político ou escreve elogios à direita, é por que não é direitista de verdade coisa nenhuma. Algum vestígio de suas crenças juvenis, isto é, esquerdistas, ainda tem. O esquerdista reclama e milita, o direitista tem mais o que fazer, ainda que seja vagabundear. Então se você perguntar para um amigo sobre a posição política de alguém e ele responder “ah, aquele lá não liga para essas coisas não, só quer saber de ganhar dinheiro, beber e pegar mulher”, então pode concluir que o tal alguém é de direita.

UM DOS DOIS ESTÁ MENTINDO

Todas essas reportagens que os partidos dizem serem caluniosas já deveriam ter fechado todas as revistas nacionais por calúnia ou todos os partidos por corrupção. É surreal demais o convívio da imprensa e dos partidos brasileiros desta maneira. Um dos dois já era para estar falido. O convívio passivo do brasileiro com tanta empulhação é também digno de nota.