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	<title>Pró Tensão</title>
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	<description>O Portal Atropo</description>
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		<title>DESATAVIOS XI</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 00:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Máxima]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>1.       Uma rosa me falou que todo espinho tem flor.</p>
<p>2.       O futebol não é o ópio do povo, é o crack.</p>
<p>3.       Os dinossauros sim, aqueles tinham pegada.</p>
<p>4.       Há desenho animado e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://protensao.apostos.com/files/2010/08/Desavisos-XI.jpg" alt="desataviosxi" /></p>
<p>1.       Uma rosa me falou que todo espinho tem flor.</p>
<p>2.       O futebol não é o ópio do povo, é o crack.</p>
<p>3.       Os dinossauros sim, aqueles tinham pegada.</p>
<p>4.       Há desenho animado e desenho desanimado.</p>
<p>5.       Pessoas boas corrigem.</p>
<p>6.       Razão é coisa de sua imaginação.</p>
<p>7.       Alguém sem unha encravada deve ser alguém sem dedos.</p>
<p>8.       A vida é uma doença venérea.</p>
<p>9.       Ativista é terrorista enrustido.</p>
<p>10.   Cabelos brancos não caem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>NATUREZA VIVA</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 18:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto Curto]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>
O pombo fez &#8220;pollock&#8221; no meu carro.</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/pollock/"><img alt="" src="http://protensao.apostos.com/files/2010/07/large_pollock8.jpg" class="alignnone" width="453" height="337" /></a><br />
O pombo fez &#8220;pollock&#8221; no meu carro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>DOCE SONHO</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 03:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto Curto]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>Sonhei que a Orquestra de Strauss tocava para mim.
Foi um sonho de valsa.</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://protensao.apostos.com/files/2010/05/doce-sonho.jpg" alt="sonho" /></p>
<p>Sonhei que a Orquestra de Strauss tocava para mim.<br />
Foi um sonho de valsa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MAIO</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 01:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>
É maio. Em maio, sempre me dá uma vontade de mudar algo. É como se eu agüentasse tudo até abril. Maio não! Em maio, algo precisa ser feito. Mas ainda chove. “Que coisa, né? Ainda chove!” Maio me segura pelo colarinho e me obriga a prestar contas de alguma coisa. E aquilo tudo que planejei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://protensao.apostos.com/files/2010/05/MAIO.png" alt="" /><br />
É maio. Em maio, sempre me dá uma vontade de mudar algo. É como se eu agüentasse tudo até abril. Maio não! Em maio, algo precisa ser feito. Mas ainda chove. “Que coisa, né? Ainda chove!” Maio me segura pelo colarinho e me obriga a prestar contas de alguma coisa. E aquilo tudo que planejei fazer neste ano, como anda? E o que já estou fazendo, tem futuro mesmo? Logo mudarei de idade. Número é importante. Quando alguém faz 39 anos, sente uma fisgada: o prenúncio dos 40. E fica um pouco triste por fazer 39. Bom mesmo era 38. Quando faz 40, tudo muda, passa a achar 39 um número muito simpático. A mudança de idade é uma das grandes ilusões. Uma ilusão das mais reais. É quando bate em cada um a fobia mais comum destes tempos: a cronofobia, que é o medo exacerbado e neurótico de envelhecer. Ah, sim, a mudança de idade é ilusão porque o tempo não para e a todo instante estamos envelhecendo e um dia depois do aniversário você está tão velho quanto estará no dia seguinte, mesmo que ainda falte 1 ano para mudar de novo de idade. Mas é maio, eu dizia. E acho que maio é assim pra todo mundo (mas sei que não é). Em maio começa certa impaciência com o resto do ano. Carnaval ficou pra trás, a páscoa já é quase esquecida, você não tem mais desculpas para enrolar, pois o tempo grita, bate panelas, dá rasteira, joga água, ri histericamente, critica suas roupas e sapatos, faz débitos em sua conta, ignora seu afã de “porquês”, aplica provas sem avisar, ignora seu corte de cabelo, quebra a quarta corda de seu violão, enche as ruas de carros andando lentamente, não deixa ler livros, provoca dores no pescoço, impede de ver filmes, dá más notícias, escova os dentes em sua frente, obriga a ouvir e falar de futebol, comer fibras e agüentar a religião laica dos esquerdistas, toca canções que você detesta em alto volume,  vende um sapato que escorrega, atrapalha o quanto pode e aquilo para o qual você nasceu só floresce e dá frutos em meio a pedras e joios sob esforço heróico. O tempo incomoda com todos os instrumentos que dispõe e os instrumentos são inumeráveis e não se pode reclamar, afinal, a casa é dele, você está só de passagem. Urge que se faça algo para que junho chegue logo. No mês de maio eu entro um e saio outro. É sempre uma revolução. Maio é o mais longo dos meses. É uma espécie de outubro do primeiro semestre. É a quarta-feira dos meses. Segundo ato de ópera longa. 38 anos de um perdedor. 25º ano de uma ditadura. Terceiro ano do curso de Direito. 40º minuto de uma corrida de 1 hora de um sedentário. Folha 12 de monografia. Maio é uma gota no tempo. O tempo é um oceano vasto para que caiba todo o universo (e universos) e todos os espíritos a zanzar por presente, passado e futuro. E é este o maio da questão. Nosso espírito está tranqüilo passeando por julho e ainda é maio. Nosso espírito está todo excitado curtindo janeiro e já é maio. Nosso espírito não gosta muito de nosso corpo, pois vive a fugir dele e parte para se divertir em outros lugares. Nosso corpo sofre os dardos da realidade presente e chama o espírito de volta, pois o corpo só deve agir sob o comando do espírito (o corpo grita para o espírito: “o que é que eu faço?”). E o espírito sofre quando retorna ao corpo. Claro que o espírito deve andar por passados, futuros e por universos múltiplos, pois ele tem o poder de fazer isto e essas viagens fazem parte de sua luta contra a corrupção, embora muita corrupção também advenha de tais viagens. O fato é que o espírito passeia, passeia e passeia (pois ele não é deste mundo). E o corpo se queixa. O espírito tem o corpo para estar na realidade presente. É só nesse momento que ele precisa do corpo. Quando pode fugir da realidade, o espírito só precisa do corpo para poder voltar para ela quando quiser. Mas a realidade presente é enfado. A realidade presente apenas dá ao espírito a incerteza de que ele não existiria fora dela. Quando o espírito tem certeza de que é eterno, de que o corpo e a realidade lhe servem de transporte e que ele, espírito, é o verdadeiro passageiro, a coisa ganha outros contornos e os meses de maio ganham peso maior. (Para ficar maior, maio só precisa de um “R”). Maio fica mais pesado porque a existência também fica. Não é o tempo, é a realidade que pesa, pois a realidade existe para baixar nossa bola, para limitar nossos passos. Mesmo assim, o tempo é útil. O tempo organiza tudo. O tempo é a eternidade colocando ordem nas coisas. Mas o tempo, quer dizer, a realidade concreta e presente é apenas uma opção ao espírito, que vaga, vaga, vaga e só muito de vez em quando se lembra de visitar Brasília, coincidentemente quando a namorada me visita ou eu a ela, quando pego o violão para tocar uma canção, quando faço qualquer coisa que me faça esquecer o tempo. Seria o espírito inimigo do tempo? Lutamos contra tudo o que nos limita e nos delimita. Quando o espírito vem até Brasília e entra como um fantasma a tomar rédea de meu corpo, me dou conta de que é maio e que preciso fazer tudo aquilo que prometi fazer em janeiro e que meu espírito vagabundo ficou vagando por aí e não me deixou fazer. É maio. Maio me deixa assim. Em maio começa a soprar um vento novo. Literalmente vento e literalmente novo, pois não estou aqui só para metáforas. É o vento que anuncia o frio que teremos no ano. O vento que anima um nortista como eu que cresceu sob um sol de 43 graus em média. Um calor absurdo que detona qualquer pretensão intelectual, pois impede vigorosamente toda tentativa de leitura. O calor atrapalha. O vento anima. Ainda estou para entender, talvez morra e não entenda, porque o calor é tão bem visto pela maioria da humanidade. Calor se tem na África, na América Latina e no Oriente Médio. Só lugar miserável, brega ou barra pesada, o que prova incontestavelmente que o calor não desperta boa coisa. O norte e o nordeste brasileiro não são pobres por coincidência. São pobres de calor. Quero um lugar frio, pois o frio nos conduz ao aconchego e o aconchego nos faz mais carinhosos, pensativos e leitores. O calor é como a natureza, é bom na TV. Na vida real, o calor é mau. Como a natureza na vida real é difícil e perigosa. A natureza tem formiga de fogo, cobra coral, onça maracajá, porco queixada, coisas de que só quem vive no mato morre de medo. Quem está na cidade quer proteger, pois só os vê na TV. Pergunte a um caipira o que ele pensa quando vê uma onça e ele responderá: “só penso em acertar um tiro bem no meio da testa do bicho”. Todo o povo deveria procurar o frio e deixar o calor para as feras. Maio tem isso de bom: anuncia o frio. O tempo ficará como acho bom. Brasília tem enorme vantagem, aqui se tem sol brilhante e frio ao mesmo tempo, pois os prédios são baixos e o vento passeia pelas quadras e entra nas janelas. E o céu de Brasília, mesmo coberto de nuvens, é o mais bonito do mundo. Se Paris tivesse o céu de Brasília não seria Paris, seria o paraíso. Maio faz de Brasília uma Paris do cerrado, pois Paris é como Brasília, não tem montanhas. Infelizmente o céu de Paris raramente é azul. As nuvens gostam de Paris. E Paris em seu momento mais quente é como Brasília em maio, são aqueles 20 graus no começo da noite. Que não é frio, mas não é um calor que chegue a incomodar. Os ventos de maio me acariciam. Os ventos de maio me sopram cantigas, sou levado a escrever, a tocar violão, a sonhar mais, fico todo noel, todo capiba, todo guinga, todo Nazareth. Fico todo garoto e me aumenta em um por cento a auto-estima (podem achar pouco, mas 1% é a diferença que os darwinistas vêem entre homens e símios). Não quero falar mais em espírito vagando. Hoje pensei que o que chamo de meu espírito passeando é o que outros chamam de sonho. Distraídos em sonhos, planos, noticiários, o mundo que não para e exige nossa atenção não vemos o tempo passar até chegar maio e nos pedir sua atenção. E maio chega com sua brisa fria pedindo, pedindo, pedindo&#8230; Maio é nosso amigo. Amigos chamam atenção. Amigos corrigem. Amigos nos inspiram enquanto nos trazem à realidade. Amigos são os maiores presentes que ganhamos de Deus. No meu caso, Deus me constrange com tanta generosidade. Meus amigos são a razão que tenho para não ter cronofobia, ao contrário, goste de envelhecer, pois isso significa que terei mais tempo com meus amigos, a maioria vivos, graças a Deus. A morte não me assusta, pois já tenho grandes amigos do outro lado e será maravilhoso revê-los. Vocês não imaginam como é perder um grande amigo. Um amigo tão grande desses insubstituíveis como todos os outros. É muito triste. Assustador. Terrível. É traumatizante a perda de um amigo. E de dois? Quando o segundo amigo se vai, outra pessoa enorme e fundamental em sua vida que morre assim quase de repente. Como é? É mais terrível? Mais triste? Mais assustador? Não. A segunda morte de um grande amigo é uma libertação, uma iluminação. Você pensa: “é, é assim mesmo!” e em seguida começa a ver a morte como ela é: uma recompensa por serviços prestados e passa a invejar enormemente seus amigos que morreram e ficar feliz, pois em breve, todos nós estaremos unidos sob a mesma recompensa, como diz aquele pré-socrático, para o qual a existência deve ser paga com a inexistência. A recompensa que tira o presente e dá a eternidade. Tira os limites e nos dá o ilimitado. Tira 5 e dá 95 sentidos novos. Tira a ânsia e concretiza toda a esperança. Esperança no que nem sabemos, pois nossa mente não consegue sonhar com o que nos espera. Não é permitido ao nosso espírito passear por lugares tais antes da morte, quando tudo nos será esclarecido e a guerra permanente que travamos cessará. Uma vez fiz um poema assim: “Se hoje eu morresse / Quantos poemas / Talvez se perdessem / Talvez dezenas / Talvez nem este!” Hoje vejo a morte como um progresso sem nenhuma perda. Além disso, o mundo não precisa de mais poemas. Temos que escrever o absolutamente mínimo. O máximo do unicamente fundamental e nem uma aspa a mais. Tudo o que se escreve é desnecessário, inclusive isto. Nada do que se diz tem importância, inclusive isto. Quem lê tanto, para que se escreva tanto? Mas quem disse que alguém escreve para que alguém leia? Eu, por exemplo, duvide-o-dó que alguém que começou este texto tenha chegado até aqui. Ninguém chegou até aqui e nada perdeu. Quem começar ler a partir daqui sugiro que não leia o começo. Nada perderá. Trata-se de um texto tipicamente secular, mesmo que o tema seja um mês e não o século, mesmo que o termo “secular” não tenha aqui relação alguma com o tempo e sim com o mundo. Secular = mundano. E neste texto secular tento me desvencilhar do tempo que me trouxe de volta da costumeira procrastinação. A procrastinação é um dos impulsos mais humanos porque não gostamos do tempo em que estamos, pois nascemos no tempo, mas não nascemos para o tempo. Ah, meu Deus, essa história não acaba nunca. Preciso fugir de maio, pois tenho que evitar que minha vida seja um eterno presente. A eternidade é mais que um presente. É maio. Maio me deixa assim.</p>
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		<title>DESAVISOS DE OITO A FÜNF</title>
		<link>http://protensao.apostos.com/2010/04/28/desavisos-de-oito-a-funf/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 01:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Máxima]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>
Oito
O Brasil tem três traços de união: a copa do mundo de futebol, a concordância de que este país não presta e o hífen. Realmente este país não presta. Mas bate um bolão. Resta o hífen.
Sechs
A quantidade de preguiça que a pessoa tem é o que determina se ela é ou não o que pensa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://protensao.apostos.com/files/2010/04/9583087c6b6958c5310d172ec38188bca10056bf_m.jpg" alt="wake" /><br />
<strong>Oito<br />
</strong>O Brasil tem três traços de união: a copa do mundo de futebol, a concordância de que este país não presta e o hífen. Realmente este país não presta. Mas bate um bolão. Resta o hífen.<br />
<strong>Sechs</strong><br />
A quantidade de preguiça que a pessoa tem é o que determina se ela é ou não o que pensa ser. Um santo preguiçoso peca pelo bem que não faz. Um demônio preguiçoso é virtuoso pelo mal que deixa de fazer. Se você é do bem, mas é preguiçoso, então é do mal.<br />
<strong>2</strong><br />
Niilismo não é racionalismo. Ao contrário, é justamente a poda da razão, a negação da capacidade de pensar. Quem pensa mais (quem é mais racional?), quem vê o invisível ou quem lhe nega a existência? Captar o oculto não é muito mais prova de inteligência do que negá-lo?<br />
<strong>Sieben</strong><br />
Afirmam que pobres são honestos e ricos, ladrões e que o crime é causado pela má distribuição de renda. Ora, se o crime é gerado pela pobreza, os pobres não seriam honestos, honestos seriam os ricos, não é? Ignoram que violência e honestidade estão no espírito, não na conta corrente.<br />
<strong>Nine</strong><br />
Seja paranóico. É saudável. A paranóia quando se revela em um excesso de cuidados, é algo fundamental neste dias de hoje. Não se pergunte “estarei sendo paranóico?” Apenas acredite em seu senso de paranóia e ponha mais duas trancas na porta. Não vai perder nada com isso.<br />
<strong>Un</strong><br />
A lógica é um instrumento musical que bizarramente se tornou música. Hoje é a coisa mais comum filósofos e cientistas que inventam fatos para provar suas ideias (ou sua lógica própria) e a filosofia deixou de ser retrato da realidade para se tornar serva de delírios.<br />
<strong>Four</strong><br />
Quem quer nos ajudar não pode estar muito ao nosso lado. Quem nos ama não é nosso cúmplice. A real ajuda que recebemos quase sempre é uma “ajuda contra”. Foi assim que Deus fez as coisas e nossa rebeldia costuma não aceitar isso.<br />
<strong>Três</strong><br />
Todo mundo é poeta, basta viver em guerra interna, isto é, ser gente. Viver em paz é matar o poeta. Por isto o Cristo não veio para trazer a paz, ele quer um mundo de poetas. Além disso, como diz o professor <a href="http://www.blogtalkradio.com/olavo/2009/02/16/True-Outspeak.mp3">Olavo</a>, “paz é veadagem&#8221;.<br />
<strong>Fünf</strong><br />
Criador é aquele que os outros têm ganas de plagiá-lo. Um plágio é uma continuação da obra do criador. O bom aluno é uma extensão da mão do mestre. Respeite seu mestre, copie-o. Com muita cópia se chega à própria linguagem.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A MAIOR PEQUENEZ (POESIA FOTOGRÁFICA II)</title>
		<link>http://protensao.apostos.com/2010/04/19/a-maior-pequenez-poesia-fotografica-ii/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 03:13:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>
O pequeno invade a retina vazia
A pequenez preenche a morada do dia
E é do quase nada que brota a ventania
Na mínima chama é que queima a poesia</p>
<p>A pequenez nos adoça
E o delicado se apossa
No curto, pouco e raro
Breve, pequeno segundo
Em que a alma se coça</p>
<p>E se abraça à pequenez
Que se torna o supra-sumo
Da mais suprema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://protensao.apostos.com/files/2010/03/maiorpequenez.jpg" alt="foto2"/><br />
O pequeno invade a retina vazia<br />
A pequenez preenche a morada do dia<br />
E é do quase nada que brota a ventania<br />
Na mínima chama é que queima a poesia</p>
<p>A pequenez nos adoça<br />
E o delicado se apossa<br />
No curto, pouco e raro<br />
Breve, pequeno segundo<br />
Em que a alma se coça</p>
<p>E se abraça à pequenez<br />
Que se torna o supra-sumo<br />
Da mais suprema altivez<br />
No minúsculo vê-se de vez<br />
Do grande todo, o resumo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>TEOS 2</title>
		<link>http://protensao.apostos.com/2010/04/07/teos-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 23:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Máxima]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>
1.	O que há de bom em nós é um transbordamento do que de bom Deus nos deu e que atinge o outro. Então, para sermos bons precisamos de Deus e do outro.
2.	Ateu é quem não acredita no Deus judaico-cristão. Ele acredita em outro deus.
3.	Crer na dúvida é ser fiel do nada.
4.	Na Bíblia não há padres.
5.	A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://protensao.apostos.com/files/2010/04/pantocrator.jpg"><img src="http://protensao.apostos.com/files/2010/04/pantocrator.jpg" alt="" title="pantocrator" width="800" height="531" class="aligncenter size-full wp-image-3220" /></a><br />
1.	O que há de bom em nós é um transbordamento do que de bom Deus nos deu e que atinge o outro. Então, para sermos bons precisamos de Deus e do outro.<br />
2.	Ateu é quem não acredita no Deus judaico-cristão. Ele acredita em outro deus.<br />
3.	Crer na dúvida é ser fiel do nada.<br />
4.	Na Bíblia não há padres.<br />
5.	A matéria é o som da voz de Deus. A matéria é o pensamento de Deus. A matéria é concretamente em Deus tudo que há de abstrato em nós.<br />
6.	O interessante é que esses senhores &#8211; Nietzche, Saramago, etc – até elogiam o Cristo. O que eles não suportam são os cristãos. De resto são loucos de pedra e deliram, deliram&#8230;<br />
7.	As pessoas que não gostam do Papa (quase todo mundo) geralmente o acusam de ser católico demais.<br />
8.	Pessoas que querem que a Bíblia seja científica por certo advogam que a poesia seja matéria exata. A ciência por certo condena todas as fábulas. A Bíblia é para ser entendida por crianças. Quem não entende isso não é adulto.<br />
9.	Pesquise direitinho e você vai descobrir a verdade: Jesus ressuscitou!<br />
10.	A Igreja não é contra o sexo sem a concepção. Ao contrário, é contra a concepção sem sexo. Se a Igreja nos quisesse eunucos, seria a favor da inseminação e fecundação artificiais. A Igreja é contra a dissociação da procriação com o ato da entrega mútua do casal.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>LIMITES E FRONTEIRAS</title>
		<link>http://protensao.apostos.com/2010/03/27/limites-e-fronteiras/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 20:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>
Sem limites as coisas não existiriam. Destruir limites é destruir a coisa antes delimitada. Derrubem as fronteiras que os países deixam de existir. Truísmo? É sim, mas ignoram. Vivem querendo acabar com os limites como se isso fosse uma coisa bonita a se fazer. O 4º mandamento diz que devemos honrar pai e mãe. Isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://protensao.apostos.com/files/2010/03/Limites.jpg" alt="Limites" /><br />
Sem limites as coisas não existiriam. Destruir limites é destruir a coisa antes delimitada. Derrubem as fronteiras que os países deixam de existir. Truísmo? É sim, mas ignoram. Vivem querendo acabar com os limites como se isso fosse uma coisa bonita a se fazer. O 4º mandamento diz que devemos honrar pai e mãe. Isso aí consiste em um monte de limites que temos relativamente a nossos pais. O mandamento não diz que devemos honrar os calouros de nossa escola. Nesses, podemos jogar talco, ovos e cortar os cabelos deles com uma tesoura cega. Mas mesmo com relação a eles, há certos limites, mas não os mesmo que temos com relação a nossos pais. E são esses limites que nos faz filhos, pais, namorados, maridos, tudo o que somos. Passe a tratar seus pais como se fossem seus colegas de colégio (destrua os limites entre você e seus pais, aquela linha que faz com que eles sejam os pais e você o filho) e eles não serão mais seus pais. É assim que se mata um pai, como é derrubando fronteiras que se destrói um país. Quando uma criança não tem limites, todos são crianças na casa. Dito isso, a liberdade extrema (algo que só existe no céu platônico) é a autodissolução. Quem é absolutamente livre não é nada. E há coisas das quais é até desejável que sejamos escravos. Por exemplo, não sou livre pensador. Sou escravo da verdade. Pensando bem, toda liberdade também tem sua escravidão correspondente. O sujeito que enche a boca para dizer que é livre é escravo do próprio ego. Cristo morreu por todos para que ninguém viva para si. Aristóteles dizia que devemos ser senhores de nossas vontades e escravos de nossa consciência. Felizmente podemos escolher quem será nosso soberano e é só essa a liberdade possível.</p>
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		<title>SÃO PIXINGUINHA</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 01:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
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Nova coluna no Imaginário Poético.</p>
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<a href="http://www.imaginariopoetico.com.br/2010/03/sao-pixinguinha.html">Nova coluna no Imaginário Poético.</a></p>
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		<title>DESATAVIOS X</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 09:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>César Miranda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Máxima]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>
1.	Sentimentos são orquídeas.
2.	Cartão de crédito é uma droga como outra qualquer. Use-o com moderação.
3.	O fotógrafo só vê o fotografável.
4.	O homem nasceu para ser cuidado pela mulher.
5.	O acaso é certeiro.
6.	Aquele trabalhador era um monumento à preguiça.
7.	O que há de belo na noite é o que ela tem de dia.
8.	O castelo mal-assombrado estava cheio de funcionários fantasmas.
9.	Sou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://protensao.apostos.com/files/2010/03/fleur-olby-orchid.jpg" alt="orchid" /><br />
1.	Sentimentos são orquídeas.<br />
2.	Cartão de crédito é uma droga como outra qualquer. Use-o com moderação.<br />
3.	O fotógrafo só vê o fotografável.<br />
4.	O homem nasceu para ser cuidado pela mulher.<br />
5.	O acaso é certeiro.<br />
6.	Aquele trabalhador era um monumento à preguiça.<br />
7.	O que há de belo na noite é o que ela tem de dia.<br />
8.	O castelo mal-assombrado estava cheio de funcionários fantasmas.<br />
9.	Sou um mar de água doce.<br />
10.	Tempo também é espaço.</p>
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